HDM 29: Apple x Google, iTunes 9 e Apple Store no Brasil

NearCinemaBannerOlá Pessoal, no ar mais um Hora do Mac. Essa semana comentamos os principais destaques e rumores do mundo da maça. Dentre os destaques, a “briga” entre Apple e Google em torno do Google Voice. Falamos também dos rumores do iTunes 9, do Tablet e de outros negócios da Apple. Comentamos também a notícia veiculada pelo blog Mac Magazine da Apple Online Store no Brasil.

Atenção para a promoção: o primeiro que deixar um comentário com o nome do jogo que o Cristiano mencionou leva uma cópia do NearCinema.

Aplicativos Destaque:

Outros destaques: Byline (iPhone, $4,99) e Cocoalicious (Mac, $0,0)

Links do Programa:

38 thoughts on “HDM 29: Apple x Google, iTunes 9 e Apple Store no Brasil”

  1. Felipe,

    Parabéns pela sua aplicação, muito boa mesmo.

    Só um comentário, o CineMobits funciona offline também, só tem uma pequena parte lá que não funciona, mas o fundamental rola sim. O outro de cinema que você citou eu acho uma porcaria.

    []’s

  2. @Tapajós Valeu! 😉 Certo, talvez funcione em parte offline. Não lembro de ter suporte a enviar convites e tudo mais. Usei suporte do 3.0 pra fazer isso internamente. Sinceramente eu estava querendo resolver problemas que eu tinha. O aplicativo foi feito em 2008. Refiz para 3.0, e só recentemente submeti. Espero liberar updates para os Beta Testers em breve 😉

  3. Opa… ótimo podcast, como sempre!
    Então, eu uso o LogMeIn Ignition no iPhone e recomendo.

    Entre os recursos, você pode dar zoom na tela, acessar um teclado virtual, usar clique em conjunto com as teclas modificadoras. Eu também gosto da qualidade da imagem e a taxa de atualização.

    Mas o melhor. Para o meu uso, acho melhor do que carregar o MBP por aí.
    O dia em que coloquei a app à prova foi quando precisei checar o progresso de um render de vídeo HD.

    Abraço

  4. @Dan Já conhecia o LogMeIn no desktop e não sabia que tinha no iPhone. Acho que vou testar ele e talvez indicar como recomendação tua (e minha) no próximo HDM. Valeu pelas dicas!

  5. @Igor Se é sobre o NearCinema, valeu cara! Se quiser enviar umas sugestões, estou totalmente aberto para novas idéias 😉 Desenvolvimento totalmente independente e flexível! 🙂

  6. oi pessoal !
    Excelente programa, como sempre:-) Parabéns a todos !
    Fiquei com uma dúvida do HDM28, e creio que o Felipe seja o mais indicado a responder: como ficou acertado com a Apple para o pagamento aos desenvolvedores, fora do US, que tem aplicações na appstore ?

    valeu !

  7. Sobre o pagamento da App store, tenho um amigo com um joguinho para iPhone na loja. Ele está recebendo, mas a tributação ainda não está sendo feita. Minha dica: guardem dinheiro, pois no Brasil impostos é sempre complicado. Outra questão é que financeiramente vale mais a pena tributar como PJ, só que a licença pra dev PJ é mais salgada.

  8. Excelente programa! Gostei do Near Cinema pela simplicidade e prezo bastante isso. Comprei no lançamento e valeu muito a pena. Adorei também o site do Chef RS que traz um pouco da história de cada prato, o que torna muito mais interessante e prazeiroso o preparo. Vou testar o chocolate quente e o pão australiano.
    Mas, voltando ao programa, não acredito que um tablet venha a caminho. Não é a cara do Steve Jobs. Tablets nunca foram bons. Ou talvez seja a hora da Apple pegar uma tecnologia antiga e popularizar. Quem sabe, vamos esperar.
    Um abraço da equipe do PontoGeek
    Ah, não esqueçam de visitar o site. Temos um quadro novo de iPhone App Reviews. Aparecam!
    Eduardo

  9. Este site é legal?
    http://appulo.us/appdb/

    Nota do HDM: Este site citado disponibiliza aplicativos crackeados, ou seja, modificados e distribuídos de forma que os desenvolvedores não recebam absolutamente nada. O HDM é contra pirataria de software.

  10. Parece incrível mas ainda há pessoas que procuram aplicações crakeadas para iPhone quando o preço delas é tão baixo. 🙁

    Quem quiser aplicações grátis pode encontrar neste site ( http://appshopper.com ) ou utilizar a aplicação PandoraBox para encontrar aplicações em saldo.

  11. Eu cá descarrego aplicações crakadas no meu iPhone. Isso não é pirataria. Pirataria é quando alguém VENDE algo com direitos de autor, porque está a lucrar com o trabalho dos outros.
    O mesmo não se pode dizer da partilha onde não há qualquer ganho financeiro.
    Mesmo vocês já falaram em episódios anteriores que baixavam series de tv, o que para muitos também é pirataria.
    No iPhone eu instalo primeiro a aplicação crakada e se realmente gostar dela eu compro no iTunes.
    Dessa forma evito comprar porcaria e desperdiçar dinheiro.

  12. Gilberto, eu discordo completamente de ti. O fato de usar um aplicativo crackeado é visando o lucro sim, mas lucro indireto.

    Quando se baixa um episódio de seriado que ainda não passou no país, não é pirataria. O mesmo vale para álbuns não lançados no país. Passa a ser pirataria quando é vendido oficialmente. Inclusive isto serve de lição para os canais pagos, para tragam as séries mais rapidamente para cá. É o caso do Heroes, Big Bang Theory, The Menalist, Flashpoint, entre outros.

    Eu acabo comprando as caixas das séries que assisto.

  13. Apesar de fazer parte do cotidiano dos brasileiros de todas as classes sociais, a pirataria ainda é fonte de muitos erros, tabus e mistificações. Confundem-se atividades tão distintas quanto a clonagem em larga escala de produtos patenteados, para comércio não autorizado, com a simples cópia doméstica desses mesmos produtos para compartilhamento entre particulares.

    Divulga-se ser crime toda utilização de obra intelectual sem expressa autorização do titular num país onde até o presidente da República confessa fazer uso de cópias piratas. Comparam-se cidadãos de bem a saqueadores sanguinários do século 18.

    Os delatores fundamentam-se, invariavelmente, no Título III do Código Penal Brasileiro, Dos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, artigo 184, que trata da violação dos direitos de autor e os que lhe são conexos.

    São comuns assertivas do tipo “é proibida a reprodução parcial ou integral desta obra”, “este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído”, “pirataria é crime”, “denuncie a falsificação”. É proibido, ainda, “editar”, “adicionar”, “reduzir”, “exibir ou difundir publicamente”, “emitir ou transmitir por radiodifusão, internet, televisão a cabo, ou qualquer outro meio de comunicação já existente, ou que venha a ser criado”, bem como, “trocar”, “emprestar” etc., sempre “conforme o artigo 184 do Código Penal Brasileiro”.

    Não é esta, todavia, a verdadeira redação do artigo. Omitem a expressão “com intuito de lucro”, enfatizada pelo legislador em todos os parágrafos (grifou-se):

    § 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

    § 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

    § 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, com intuito de lucro, direto ou indireto, sem autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

    § 4o O disposto nos §§ 1o, 2o e 3o não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto.

    Tanto o objeto da lei é “o intuito de lucro”, e não simplesmente a cópia não autorizada, que CDs, VCDs, DVDs ou VHSs mesmo originais não poderão ser exibidos ao público sem autorização expressa do titular do direito.

    Se o comércio clandestino (camelôs, estabelecimentos comerciais e sites que vendem cópias não autorizadas) é conduta ilegal, porém o mesmo não se pode afirmar sobre cópias para uso privado e o download gratuito colocado à disposição na internet. Só é passível de punição:

    Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente (art. 184, § 1º).

    Contrario sensu, é permitida a cópia integral de obra intelectual, sem autorização do detentor do direito autoral, desde que não se vise lucro, seja direto, seja indireto, mas é proibida a cópia não autorizada, mesmo parcial, para fins lucrativos. Assim, não comete crime o indivíduo que compra discos e fitas “piratas”, ou faz cópia para uso próprio; ao passo que se o locador o fizer poderão configurar-se violação de direito autoral e concorrência desleal.

    Pelo Princípio da Reserva Legal, segundo o qual não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia fixação legal[1], a cópia integral não constitui sequer contravenção. No Brasil, quem baixa arquivos pela internet ou adquire produtos piratas em lojas ou de vendedores ambulantes não comete qualquer ato ilícito, pois tais usuários e consumidores não têm intuito de lucro.

    O parágrafo segundo do artigo supracitado reforça o caráter econômico do fato típico na cessão para terceiros:

    § 2º – Na mesma pena do § 1o incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor, do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

    E assim seguem os parágrafos subseqüentes. Todos repetem a expressão “com intuito de lucro direto e indireto”, expressão esta, como visto, que desaparece sempre que a lei é invocada na defesa dos interesses da Indústria.

    Por conseguinte, mais coerente seria denominar-se pirata apenas as cópias feitas com intuito de lucro, direto ou indireto. Este último, diferentemente da interpretação apressada dos profanos no afã de imputar o consumidor, não é a economia obtida na compra de produtos ilegais. Ocorre lucro indireto, sim, quando gravações de shows são exibidas em lanchonetes e pizzarias, ou executa-se som ambiente em consultórios e clínicas, sem que tal reprodução, ainda que gratuita, fosse autorizada. A cópia não é vendida ou alugada ao consumidor, mas utilizada para promover um estabelecimento comercial ou agregar valor a uma marca ou produto[2].

    A cópia adquirida por meios erroneamente considerados ilícitos para uso privado e sem intuito de lucro não pode ser considerada pirataria; sendo pirataria, então esta não é crime.

    As campanhas anti-pirataria são cada vez mais intensas e agressivas e os meios de comunicação (muitos dos quais pertencentes aos mesmos grupos que detêm o monopólio sobre o comércio e distribuição de músicas e filmes) cumprem seu papel diário de manter a opinião pública desinformada.

    Nenhum trecho de livro poderá ser reproduzido, transmitido ou arquivado em qualquer sistema ou banco de dados, sejam quais forem os meios empregados (eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros), salvo permissão por escrito, apregoam a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e as editoras. De fato, na quase totalidade das obras impressas, o leitor depara-se com avisos desse tipo:

    Todos os direitos reservados, incluindo os de reprodução no todo ou em parte sob qualquer forma. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios sem permissão escrita da Editora.

    Novamente, não é o que a legislação estabelece. O artigo 46 da Lei dos Direitos Autorais impõe limites ao direito de autor e permite a reprodução, de pequenos trechos, sem consentimento prévio. E o parágrafo quarto, acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a “expressa autorização do titular”:

    Não constitui crime “quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos” nem “a cópia em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”.

    Ao mesmo tempo em que fatos são distorcidos, são omitidas as inúmeras vantagens de livros e revistas digitalizados, como seu baixo custo de produção e armazenamento, a enorme facilidade de consulta que o formato proporciona e seus benefícios ecológicos.

    Seguindo a cartilha da administração Bush, órgãos como a Federação dos Editores de Videograma (Fevip) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) foram ainda mais longe ao associar todos os piratas às quadrilhas de crime organizado e ao terrorismo internacional. Também essas entidades ignoram, olvidam ou omitem que o lucro seja fator determinante para tipificação da conduta ilícita.[3]

    O ápice, até o momento, dessa verdadeira Cruzada antipirataria foi atingido com a campanha mundial da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi) divulgada maciçamente nas salas de cinema, fitas e DVDs (inclusive “piratas”). Embalado por uma trilha sonora agitada, o video clip intercala diversas cenas de furto com as seguintes legendas: “Você não roubaria um carro”. “Você não roubaria uma bolsa”. “Você não roubaria um celular”. Sempre inquieta, a câmera flagra diversos furtos simulados, finalizando com atores furtando uma locadora e comprando filmes de um camelô, imagens que antecedem a acintosa pergunta: “Por que você roubaria um filme?”. O silogismo é barato e a conclusão, estapafúrdia: “Comprar filme pirata é roubar. Roubar é crime. Pirataria é crime!”.

    Repita-se: comprar filme pirata é conduta atípica. E mesmo se fosse crime, não seria “roubo”. As cenas da própria campanha, conforme dito, são simulações pífias de furtos, não de roubos. Na definição do Código Penal Brasileiro, em seu artigo 157, roubar é subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça, violência ou outro meio que reduza a possibilidade de resistência da vítima.[4]

    A premissa “comprar filme pirata é roubar” é despida de qualquer sentido e de fundamentação legal, tratando-se de propaganda falsa, caluniosa e abusiva, sujeita a sanções do Conar[5] e persecução criminal. Veja-se os arts. 138 e 37 do Código Penal e do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, respectivamente:

    Calúnia: Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime: pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa. § 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

    Art. 37 – É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa.

    Portanto, se houver crime é o perpetrado pela abominável campanha, que por sua vez vem somar-se a outros embustes, como o criado pela União Brasileira de Vídeo (UBV), de que produtos piratas danificariam os aparelhos, quando na verdade quem os danifica é a própria indústria ao instalar códigos de segurança que tentam impedir cópias.

    Além de travas como a video guard, instaladas pelos titulares do direito de reprodução dito “exclusivo”, manifestamente danificarem a integridade física dos aparelhos, afrontam o art. 184 supracitado. Quem adquire um produto tem o direito de fazer uma cópia de segurança (backup), até porque ainda não se sabe qual a vida útil desses produtos.[6] Os fabricantes que, sob qualquer pretexto, obstam o exercício desse direito cometem ato ilícito.

    Ademais, se quem compra produtos piratas estaria sendo “enganado”, “lesado”, é vítima, não “ladrão”. E se gravações de discos e fitas caseiros de fato provocassem danos, os mesmos seriam causados pelas mídias virgens legalmente vendidas pelas gigantes Sony, Basf, Samsung, Philips etc. e utilizadas pela população, nela incluídos os “piratas”.

    Na guerra contra os piratas vale tudo: intimidação, propaganda agressiva e incitação a delações, táticas coercitivas típicas de regimes autoritários. Outro episódio audacioso, senão ilegal, foi recentemente protagonizado pela maior empresa de softwares do mundo, que em 2005 lançou o WGA, sigla para Windows Genuine Advantage, programa que monitora a autenticidade do sistema operacional Windows.

    Por esse sistema de checagem de veracidade via internet, a Microsoft entra no computador do usuário, coleta informações como quem produziu a máquina, o número de série do disco rígido e a identificação do sistema Windows. Se a cópia do Windows for ilegal, o usuário passa a receber alertas diários, sempre que liga sua máquina. Assim, a empresa faz um check up diário de suas máquinas. Essa abertura de comunicações tem alarmado os usuários, que dizem ser uma quebra nos padrões de privacidade e confiança. O assessor de mídia da Microsoft, Jim Desler, insiste que checagem de pirataria não é espionagem.[7]

    Se isso não é espionagem, o que é espionagem, então? O WGA não é outra coisa senão um spyware, programas que se instalam no computador a fim de coletar dados do usuário, como senhas e arquivos. Não à toa, o fabricante responde a ações federais nos EUA, acusado de violar leis de software.

    O compartilhamento de arquivos entre internautas, sem fins lucrativos, ainda não é crime no Brasil, mas pode vir a se tornar, dados o poderoso lobby e as pressões políticas e econômicas internacionais, principalmente dos EUA e Reino Unido, onde usuários já são julgados por downloads não autorizados.

    No Brasil, anualmente, a pirataria causaria prejuízo aos cofres públicos na ordem de R$ 160 bilhões[8], e a União dos Fiscais da Receita (Unafisco) calcula que o fim da pirataria representaria a criação de até 2 milhões de empregos no país. Não se sabe a metodologia adotada e que permitiu chegar-se a esses resultados. Afinal, a base de cálculo é o que o comércio ilegal arrecada ou o preço do produto original cuja venda teria sido prejudicada? Ora, o simples fato de um comprador optar por um produto inferior não significa que ele pagaria dez vezes mais pela marca original, caso não tivesse opção. Portanto, o que os piratas lucram não é necessariamente o que a indústria perde. Os respectivos públicos são de classes bem distintas.

    Mas se depender de entidades como a Adepi, em breve o desavisado que exercer sua liberdade de escolher um produto acessível poderá ser preso em flagrante, acusado de receptação, simplesmente por usar a imitação de alguma grife famosa ou por vestir a réplica da camisa oficial de seu clube preferido.

    Mas em que pesem as falsificações de ambas as partes, é inegável a necessidade de tutela dos direitos autorais. São evidentes, entre outros, tanto o dano causado pela usurpação de um nome em cópias de má qualidade quanto o que sofre o autor cuja obra é fielmente reproduzida, mas sem que lhe seja dado o devido crédito.

    A verdadeira pirataria moderna, enfim, precisa mesmo ser combatida. Mas que o seja dentro dos limites éticos e legais. O download gratuito de livros virtuais nada mais é que uma nova versão do sagrado, universal — e lícito — empréstimo de livros e revistas, de forma mais rápida, econômica e segura, multiplicando exponencial e democraticamente o acesso à cultura e a difusão do conhecimento.

    É princípio fundamental no direito que o interesse público ou social deva prevalecer sobre o interesse particular. E, de resto, a propriedade, intelectual inclusive, “deve cumprir sua função social” (art. 5°, XXIII, da Constituição da República).

    [1] O princípio “nullum crimen nulla poena sine lege” é cláusula pétrea da nossa Constituição (art. 5°, inciso XXXIX; c/c o § 4º, inciso IV, do art. 60) e fundamento do Código Penal Brasileiro (art. 1°).

    [2] O lucro indireto também é bastante comum no comércio de computadores. O empresário incrementa suas vendas instalando programas sem a devida licença do fabricante. Essa instalação não tem qualquer ônus para o cliente, mas sem dúvida ajuda a empresa na conclusão dos negócios.

    [3] Na verdade, o comércio não é fator determinante. Basta o intuito (o dolo), independentemente de lucro.

    [4] Simplificou-se a redação original do artigo porque, além de pouco fluente, apresenta uma ambigüidade no verbo haver: “Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência”. O pronome oblíquo pode se referir tanto à pessoa quanto à coisa móvel.

    [5] Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária. “Organização não-governamental que visa impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas.”

    [6] “O prazo de validade do disco DVD é indeterminado desde que observados os seguintes cuidados: Armazenar em local seco, livre de poeira, não expor ao sol, não riscar, não dobrar, não engordurar, não manter a uma temperatura superior a 55ºC, ou umidade acima de 60gr/m3 e segurar o disco pela lateral e furo central.”

  14. Juarez baixar series dá no mesmo que software.

    Eu entendo o sinal do canal aberto da seguinte maneira: o autor da série vende os direitos de exibição da obra para a TV, a TV a exibe como um serviço, se quem assiste, grava e distribui, está violando o direito autoral do autor. Crime de violação de direitos autorias.

    Aqueles que compram, sabendo que não é legal, seria penalizado por outro crime: receptação.

    Baixar um vídeo em uma rede P2P é mais complicado pois você estaria de alguma forma ajudando a violar direitos autorais.

    Baixar através de um link na web (sem compartilhamento) seria, mais controverso para encaixar num crime, pois a pessoa não seria o “culpado” pelo conteúdo público.

    Por isso, baixar séries, filmes, musica ou software dá no mesmo.
    Se membros do HDM mencionaram que baixam series de TV não podem alegar defender os direitos de autor.

  15. Pirataria é pirataria, seja de aplicativos de iPhone, de Mac, MP3, seriados, etc.

    Fica critério de cada um julgar aquilo que acha que está ou não está errado. Mas isso não tem a ver com a lei, pois a lei é clara.

    Não temos interesse algum em apoiar ou divulgar qualquer tipo de conteúdo ilegal. Pessoalmente, tenhos meu princípios daquilo que devo ou não pagar / usar. Aplicativos de iPhone, por exemplo, eu pago alguns deles via créditos comprados no ebay. Se forem ver, isso ajuda o desenvolvedor mas não é tributado aqui no Brasil – logo é um problema… Por outro lado, centenas de aplicativos não estão disponíveis na app store nacional. Estou certo em comprar na loja americana? Não, não estou.

    Também fico chateado por não ter acesso a muitos seriados aqui no Brasil, como alguém comentou aí em cima. Não significa, contudo, que seja certo baixar ou assistir online.

    Novamente, não apoiamos ou recomendamos nenhum uso de software ilegal. Todas dicas que damos no podcast são de softwares que adquirimos ou utilizamos algum trial. Sinceramente eu acho que software de mac e iPhone, no geral, são BEM baratos. Até mesmo para nós que ganhamos em R$.

    Abraço,

  16. @Pedro Leon Sobre o recebimento da Apple, eu ainda não sei como vai ficar. O NearCinema está na App Store tem apenas 2 semanas. Eles pagam “mensalmente” (acima de $250), pelo que lembro. Quando tiver alguma novidade, vou avisar (mas o Fernando Caprio já deu umas dicas).

    @Juarez Concordo contigo sobre pirataria.

    @Sílvio Reis De fato existem browsers alternativos. Mas a verdade é que browser é uma das aplicações mais simples de se fazer (é WebKit, basta colocar uma GUI pra gerenciar). Se tu for ver o NearCinema, uso um Mini Browser padrão que eu fiz que só falta tabs em relação ao Safari. Então a verdade é que browsers alternativos existem, mas nenhum é “killer” do Safari. Acho que ninguém nem considera atualmente a possibilidade de usar uma alternativa. Tecnicamente seria possível ter um alternativo melhor do que o Safari, mas acho que ainda não existe nenhum. Mas valeu pela dica, acho que é um assunto a se comentar em um podcast 😉

  17. Como a Apple não permite que se experimente a aplicação antes de a comprar e como nem todas as versões tem versão LITE eu primeiro instalo as versões crakadas.
    Se gostar eu compro.
    É que há muitas aplicações na AppStore que são uma porcaria e muitas vezes somos enganados.
    Se é crime ou não, não sei… mas se eu gostar de uma aplicação eu compro – gosto é de ter a oportunidade de testar primeiro.

  18. Ouvi em alguns episódios atrás o pessoal do HDM furioso com aqueles que baixavam aplicações crakadas mas com os ultimos comentários , acho que o pessoal do HDM perdeu a moral para criticar quem quer que seja de baixar software sem pagar.
    Triste cena…

  19. Como eu disse Arnaldo, não julgamos ninguém: apenas demos o *nosso* ponto de vista. Cada um faz o que quer, todos sabemos da lei e como proceder é uma questão puramente pessoal. Só não queremos fazer nenhum tipo de apologia ao uso de softwares piratas, pois é algo que não acreditamos. Novamente, respeitamos quem acha legal, interessante ou seja o que for.

    Espero ter sido claro 🙂

    Abraço,

  20. @Fernando Caprio basta ouvir os podcast anteriores para confirmar que vocês julgam negativamente a comunidade que partilha aplicações para iPhone.
    E o princípio é o mesmo, seja em séries, filmes, musica ou software.
    O site mencionado nos comentários onde se encontra aplicações para o iPhone não visa o lucro, visto que eles nem aceitam donativos ou publicidade.
    Se esse site fose ilegal já teria sido fechado há muito tempo.
    Conforme você disse é uma questão de consciência e ninguém deve julgar ninguém.
    Por isso acho feio a a vossa atitude no vosso podcast de criticar fortemente quem baixa software p2p e ao mesmo tempo admitir que baixam outro tipo de conteúdo da mesma forma.

  21. Oi Pessoal,
    obrigado pelos comentários. Na verdade as pessoas tem opiniões diferentes e isso é muito bom! Gera o debate 😉

    Particularmente, sou contra a pirataria de qualquer forma. Não queremos estimular esses atos pelo blog nem pelo podcast, pois foge de nossos objetivos (e crenças). Não se trata de julgar quem baixa aplicativos (ou filmes, músicas, séries,…) ou se o site é legal/ilegal. Simplesmente não é por isso que fazemos o podcast.
    Repito: não é nosso objetivo julgar ninguém. Só damos a nossa opinião.

    Aplicativos de iPhone são muito baratos se comparados com outros software. Além disso tem vários brasileiros desenvolvendo. Por isso, falamos do assunto no programa. Não estávamos comparando com outros tipos de pirataria, mas sim dizendo nossa opinião nesse tópico. Não quer dizer que estimulamos outros tipos de pirataria. Na verdade não concordo com pirataria em nenhuma escala.

    Abraços,
    Cristiano

  22. @João eu julgo/julguei negativamente por ser a minha opinião sobre o assunto. Não quer dizer que outras pessoas não possam pensar de forma diferente. Como eu falei anteriormente, sou contra pirataria que não faz sentido – que pra mim, é o caso de apps de $1 e os softwares em geral para Mac.

    Eu acho interessante o debate, mesmo que esse, como o Cristiano falou, não seja o objetivo do podcast.

    Abraço,

  23. Uma dúvida: se eu e um amigo comprarmos uma aplicação e dividirmos os custos e partilharmos o numero de série, estamos a piratear?

  24. Oi Nelson,
    na verdade vai depender da EULA (end-user license agreement) do software que comprastes. A EULA sempre aparece na instalação do software e temos de pressionar aquele botão “Eu Concordo” para poder instalar o software.
    Em geral, a licença é para uso em uma única máquina. Existem alguns softwares que dão desconto para um número maior de licenças. Por exemplo, a própria Apple tem o Family Pack que permite a instalação de até 5 licenças. Sei que mesmo nesse caso, existe a restrição das instalações estarem no mesmo local.

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